quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Nunca mais se sente aquela primeira dor, tudo vai diminuindo.

Há muito poucas mulheres bonitas que aceitam mostrar em público que pertencem a alguém. Tinha conhecido mulheres suficientes para perceber isto. Eu aceitava-as por aquilo que eram e o amor chegava raro e dificilmente. Quando aparecia, era habitualmente por razões erradas. Simplesmente porque as pessoas se cansam de recusar o amor e deixam-se ir porque precisam de ir para algum lugar. Depois, começam os problemas, as caixinhas de surpresa e conflitos banais. Eu nunca gostei que tirassem meu sossego, nunca gostei de mulher espetáculo, gostei uma vez, depois aprendi.

Charles Bukowski - Mulheres

4 comentários:

Anônimo disse...

Eu te imagino calma mesmo, mais ouvidos, imagino também que deva ser difícil uma conversa, ficaria pensando e tentando descobrir o que você estaria pensando.

Lg. disse...

Eu sou mesmo, na verdade eu sou uma gracinha, e até sei contar piadas ótimas.

AlterEgo disse...

Acho que depende da claridade que ilumina essa mulher. Há sempre aquela que tenta ofuscá-la, tapando com as mãos o sol que a ilumina. Inútil. Ela sempre será espetáculo. E digo isto não no tom da banalidade dos elementos do que se torna espetáculo para a maioria. Falsas conclusões. O espetáculo é mesmo para poucos! Dito isto: você deve ter mesmo muitos momentos de sossego. A claridade em você, você na claridade, a claridade no "nós".

Lg. disse...

Veja só se não é AlterEgo, minha companhia na trilha de Santo Amaro da Purificação. Insisto em gostar mais das suas interpretações do que das minhas, chato, chato. Te ligo já já pra te fazer rir, um pouco de alegria pra essa vidinha pacata.