terça-feira, 25 de outubro de 2011

.Eu te perturbo, você me perturba, ela te perturba, nós, vós, eles se perturbam e vão todos às favas.

Por que mantemos aquelas amizades que sempre nos surpreendem com perguntas de respostas quilométricas? Pior. Por que fazemos isso se ainda não temos o prazer de responder as tais perguntas no bar, na rua, no restaurante, e somos obrigados a digitar textos imensos ou plugar o microfone? Eu não sei, mas deve ser porque aderi à nova campanha: humanize-se, criada por um desses “amigos” que fazem as perguntas. Esperto, Esperta. Bom, se manter no masculino terei problemas com as feministas. Esperta então. Falamos dos meios acadêmicos, não dos fundilhos dos doutores, nada-disso. Falamos do que ocorre depois que o conhecimento passa ser um artefato de luxo, uma mercadoria, um poder de troca, uma barganha cara, um legítimo desumanizar-se. Falamos da dificuldade de se relacionar, da intolerância, do eu, do self, da cruel mentalidade “quanto mais idade e mais instrumentais teóricos, mais solidão”. Concluímos que não é determinado, não é linear e não é regra. Ai respiramos, tendo a chance nesse momento de lançar a campanha: humanize-se. GRAVE. Não grave de difícil, grave de decorar! Recebi críticas sobre meu posicionamento, mas isso já é de costume. Tratei de ir logo mandando às favas, sem saber o que significava, entretanto, tinha o domínio de que sempre a expressão viera carregada de caretas ou uma entonação carregada. Qual o sentido? Argumentei que se ainda fosse aos favos, as abelhas e as ferroadas (qual o coletivo de abelha?). Informe-se http://www.marioprataonline.com.br/obra/literatura/adulto/benedito/verbetes/mandar_as_favas_.htm Fui passar um café, amanhã têm dia cheio, nada melhor do que prolongar a noite. Vive de noite e cumpre a vida de dia, não se vive mais de dia. De dia se esgota! Gosto do seu corpo, já disse? Prefiro ele atrelado a mente e as suas ideias. Das questões que reclamo: gosto também, me sirvo delas nas madrugadas e seria absurdamente menos sem as reflexões que elas me provocam. As leituras de domingo à tarde quase sempre são conturbadas, espero um escrito seu. “Veja meu bem que hoje é domingo...” e se for mentira, não tem missa? Se não tem missa e não tem o sagrado, tem seu corpo, tem carne? Eu voto que sim.

LG

8 comentários:

AlterEgo disse...

Eu voto que tem os dois.

Danielly disse...

Adoro o modo como você articula aquilo que pensa com o que está acontecendo no exato momento em que escreve.

Anônimo disse...

http://sobsuspeitas.blogspot.com/2009/11/vasculhou-minha-gaveta-me-chamava-de.html

Anônimo disse...

http://sobsuspeitas.blogspot.com/2009/11/aprendera-em-qualquer-parte-festa-de.html

Anônimo disse...

http://sobsuspeitas.blogspot.com/2009/11/pra-voce-com-todo-o-prazer-e-sem.html

Anônimo disse...

Isso não é tão difícil de se fazer, quando o que acontece é o momento exato do quando se escreve. Não dá esse mérito todo pra Luana, eu sei que ela gosta disso...

Danielly disse...

Não sei não...
Acho que é preciso uma sensibilidade um tanto singular para lidar com a necessidade de se expressar e, ao mesmo tempo, com a necessidade de expressar o que acontece ao seu redor.

Anônimo disse...

Uma declaração, eu diria.