domingo, 10 de agosto de 2008

Educação Libertária

Educação é estratégia para o desenvolvimento? Democratização de acesso onde? Integração a que: a sociedade do mercado?

Dizem que o querer e o agir não devem ficar apagados frente ao pensar.
Criaram uma maneira de desvincular esse intricamento?
Devemos em uma esteira de produção apertar os parafusos do intelecto, ou quem sabe, jogá-los fora? Muita gente não os usa para nada...“que a realidade exterior irrompa nas salas de aula e que a educação impregne toda a sociedade”.

lg
ob cit: Educação Libertária

4 comentários:

Lg. disse...

E passando a palavra para Lenin: "as classes dominantes não podem governar à maneira antiga, e as classes subalternas já não querem viver à maneira antiga"

O perigo da educação é "excluir a esmagadora maioria da humanidade do âmbito da ação como sujeitos, e condená-los, para sempre, a serem apenas objetos.

Lg. disse...

Renato Constantino: "ser cultos es el único modo de ser libres".

Anônimo disse...

Foto muito bem casada com o texto! Parabéns.

Gregório disse...

Educação: Liberdade ou Adestramento?
A educação fortemente atrelada ao mundo do trabalho perde sua essência, se transforma em meio, quando deveria ser um fim em si mesmo. A educação nesses termos corrobora para a reificação do trabalho, na medida em que os meios se constituem como meros procedimentos técnicos abstratos, desvinculados de qualquer aspecto humanitário. Portanto, na atual configuração social que vivenciamos, a educação esta mais próxima de um adestramento do que de uma possibilidade de liberdade.
A educação libertária tem seu fim em si mesma, não é subordinada ou direcionada por objetivos mercadológicos. Sua processualidade não pode ser limitada e limitadora, seus caminhos correspondem à liberdade criativa, suas intenções dizem respeito às necessidades e desejos humanos, sua lógica não é somente a racional instrumental, além, sua ‘lógica’ reside na complexa relação subjetiva de sociabilidade, e sua socialização deve se orientar no exercício da práxis.
“Dizem que o querer e o agir não devem ficar apagados frente ao pensar.”(L.G.) Na atualidade quem pensa? Quem produz!? Não, creio que não, por mais que haja uma demasiada propaganda de qualificação da força de trabalho, ainda assim quem pensa são os proprietários capitalistas, e quando os trabalhadores são ‘treinados’ a pensarem sempre terão como objetivo a produtividade. Penso, logo produzo. As amarras dessa forma de pensar são enormes, e ainda legitimadas pela ‘razão’ influencia toda a vida social. Só tem valor o que é economicamente produtivo. Portanto, ao meu entender a educação só poderá ser libertária quando se libertar da exclusividade da esfera econômico-produtiva, instaurando um novo ‘espírito’ social.

G.A.F.P.