quarta-feira, 6 de agosto de 2008

.De onde vem as maiores ditaduras se não das maiores democracias.

Para compartilhar um fato. Ouvi esses dias que o “espírito religioso”, que eu não sei o que compreende ao certo, bebeu de várias fontes para conseguir ainda nos dias de hoje ocupar uma parcela significativa da sociedade com seu ideal. Advindo da era dos Reis, passou pelo feudalismo, enfrentou o mercantilismo e segundo o orador tem traços fortes do iluminismo. Assim não dá né colega, não misture as coisas. Impossível conter o riso, o iluminismo meu caro implantou a razão e o experimento por isso tem como ilustração o chamado “século das luzes”, e isso você aprende na escola. Assim, quando o homem colocou o próprio homem no centro do universo e mandou para um baú o valor emocional frente ao racional o espírito morreu para a ciência. Uma grande falha sua ao tentar atrelar espírito religioso ao caráter científico.

lg

2 comentários:

Anônimo disse...

Nossa quem disse isso ? até eu que estou no segundo ano não falaria uma aberração dessa. Imagino a sua cara.

Gregório disse...

CaMinHo$ dos discursos...
Dito popular: “É melhor escutar do que ser surdo”. Mediante discursos altamente sofisticados escutamos cada coisa, a capacidade de atribuir influência do iluminismo em religiões é uma delas. Não me proponho nesse comentário analisar o que foi dito sobre os traços iluministas que influenciaram na religiosidade... aff... (não conseguiria), meu intento é problematizar a maneira de como os sofisticados discursos são ‘des’articulados. É normal nos meios intelectuais encontrarmos aqueles discursos em que a complexa fala nos impressiona, no entanto, os reais objetivos se tornam acessórios desnecessários, como se ficassem escondidos nas sofisticações discursivas. Os próprios oradores se perdem e se aplaudem, se perdem quando desviam os objetivos para a maneira de apresenta-los, e se aplaudem quando a maneira de apresentar substitui a importância dos objetivos. É mais importante a maneira de como não dizer (embromar) do que os reais objetivos a serem alcançados.
É notória a autoridade que certos termos discursivos adquirem nos meios acadêmicos, muitos são capazes de dar “nó em pingo d’água”, e o pior, muitas vezes são aplaudidos por isso. Podemos verificar isso no discurso sobre as ‘possíveis influências’ do iluminismo na religiosidade, ainda acredito que alguém ‘engoliu’ isso, graças a uma autoridade discursiva legitimada.
Confesso que isso muito me preocupa... os discursos apresentam suma importância, mas se prender, ou melhor, se perder propositalmente nele é não se comprometer com o que tem a dizer, além reproduzir o improdutivo.

G.A.F.P.