segunda-feira, 19 de maio de 2008

.Com gosto para rubricar lá em baixo.

Já que esses dias meus pensamentos estiveram em alta temporada por que não compartilhá-los. Essa espécie humana que tão profundamente já foi estudada me assusta, se realmente existe um Deus eu digo, sem muita frescura, que ele ao fazer o homem (esqueça aqui a droga da história da costela, ah! Esqueça o barro também...) ta esqueça Deus também. Desculpem a discussão com Deus, mas se ele ajuda você pode pegá-lo para sempre, antes eu pensava que ele perdera o endereço, talvez pudesse até ter se perdido no caminho, pois não morava em um local tão conhecido e além do mais ninguém lá chamava muito por ele, mas agora estou cercada de pessoas que fazem até toalhas para as celebrações, brancas para as missas de domingo, rosa para a dos defuntos, rocha para o dia que o dizimo rendeu, púrpura para o dia que o padre traçou aquele coroinha, qualquer que seja a data comemorativa deles. Enfim não quero criticar a igreja, isso se já não fiz, mas acho que fui sutil, se está incomodado eu não estou.

Parei no pensamento humano, pois bem, se Deus caprichou em algum animal definitivamente não foi em nós, olhe quantas espécies de besouros existe, quantas cores de borboletas e agora imagine qual a diferença de um ser humano pra outro, eu não vejo muita: conservadores, egoístas, manipuladores, não pense que estou apontando apenas, sei que estou na listinha, péssima igual, com atitudes desprezíveis e pensamentos piores ainda, pior que antes eu fazia algumas pessoas sorrirem e quando eu começo a conjugar o verbo no passado é porque eu estou profundamente indignada com as minhas atitudes. Criticar Deus em público também é uma pista para notar minha falta de prumos, talvez a pena para fazer apologia ao ateísmo seja maior. Não acredita em Deus: queime nas labaredas; Faz apologia em púbico: caldeira gigantesca com temperatura inferno ambiente.

Eu deveria mesmo ter medo, agora eu tenho pacotes de vários sentimentos, eu deveria ter desapego, agora tenho objetos cheios de simbolismo, eu deveria ter uma mente menos destrutiva, agora tenho uma apostila atualizada e com gravuras, eu deveria ter seguido o conselho de um amigo e me exilar por 3 dias, mas no momento estou aprendendo a ser gente grande, tornando-me engrenagem de uma grande máquina, estudando, trabalhando, comendo, dormindo e sistematizando isso em horários fixos, aprisionada, disso realmente eu tenho medo. Medo de ser apenas uma peça, de me colocarem em uma esteira de produção em série, de me confundirem com alguém na rua ou fingirem não me reconhecer, de perder minha originalidade ( se é que um dia tive uma), medo de tornar-me tudo aquilo que eu critiquei um dia, medo não do fogo, mas de um coração gelado.

lg

11 comentários:

Rafa disse...

Ai que lindo menina das palavras que brotam fácil, essas eu sei que vieram do coração, misturaram na cabeça e está doendo em você. Fico tensa quando você corta os comentários aqui do blog, parece que vou ter que enviar uma carta ou ligar e comentar, olha, vaquinha, você está deixando palavras enroscada na minha garganta ou então, pare de me bombardiar com textos bons, crie outro blog e deixe-me ficar procurando o endereço e depois viciar novamente na leitura, nas imagens, no seu jeito doce, sabe o que eu lembro? Lembro quando nasceu o primeiro blog seu e quando você matou ele, quase matei você...quem não se recorda do violentamente doce...das longas cartas e cronicas e poemas e emaranhado de lirismo, de sentimento, um pedaço de você. Quero vê-la na minha casa, tomando um café de baixo da minha asa. Te sinto triste e não gosto. Te considero mais que imaginas menina. Beijo

Anônimo disse...

Pois eu li do começo ao fim, adorei, parecia que a cada frase eu levava um soco no estômago.

Anônimo disse...

Também estou engasgado. Pensadora fiha da mãe divide tudo com a gente agora. Bravo porque te amo. Amo no simbólico rsss

Anônimo disse...

Vem em casa jogar xadrez e aproveita para trazer o tabuleiro, em troca eu deixo você mecher na minha estante de livro ahuahuahauhauha, agora você vira e me fala - eu não te pedi nada, quer jogar? compra um tabuleiro. minha grossa preferida, menininha espertinha do titio ahuahuahua.

Anônimo disse...

Se Deus pega a gente vai ter canja hihihi

L.g disse...

Só se for com você querida, não, não viro canja, viro ensopadinho!

Anônimo disse...

"que ele ao fazer o homem (esqueça aqui a droga da história da costela!" rsssssssssssssss ri muitoooooooooooooooooooo

blogster disse...

que desafabo, texto fortissimo, parabéns.

Sissi disse...

Também achei o texto bem forte, bem escrito, crítico e sarcástico, vindo da lu eu esperava tudo isso. Amo amo amo. Sua professora que aprende muito com você. Suas redações estão todas em casa e ai de quem se aproxima daquela pasta. Vem logo me ver, tomar uma cerveja, fofocar. Beijo. Te amo.

Anônimo disse...

A parte das toalhas é magnífica!
Parabéns jovem menina.

Trovão disse...

realmente: forte como uns dos primeiros textos seus que li...
mas tem alguma coisa, aquela meio sem jeito e sem nome, a que alguns chamam "maturidade". qdo agente pensa que ta crescendo nela, jogam algo maior na nossa cara, e começamos tudo de novo!

continuam fantasticos!

beijo!