domingo, 6 de maio de 2012

.Badalada estranha.


Se fosse bom não chegaria, mas o oco dos dias atravessou estados e Estados, quebrou cercas, voou rios e estacionou ai. Por mais que corra, ou cave ou crie estratégias o oco não sai, a saudade também não, “por mais que se mova o trem, tu não te moves de ti”, ela já disse. Oco-companhia. Aquele vazio parente, espaço nada, tarde igual, domingo cansado, escrita repetida, diálogo curto, cidade mesma. !Se ao menos a criança chorasse. Fotografias para revelar. Esperança velada, resquício morno, felicidade moderna. Oco-companhia. De você nada, palavras e correrias. Polidez, por fim.
LG

Um comentário:

AlterEgo disse...

Que faria eu sem este silêncio, abismo de murmúrios
Arquejando furiosos em direcção ao socorro, em direcção ao amor.
Sem este céu, que se eleva
Sobre o pó dos seus lastros.
Que faria eu, eu faria como ontem, como hoje.
Olhando para a minha janela, vendo se não serei o único
A errar e a mudar distante de toda a vida.
Preso num espaço-marioneta
Sem voz entre as vozes
Que se fecham comigo.