quarta-feira, 20 de julho de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
.Minha pele cáqui. Sem rosa ou verde, sem destaque. E minha condição mofina, jururu, panema. Embora, embora. Há uma certeza em mim, uma indecência.
“O mundo me navega, e eu não sei navegar.” foi quando o despertar se sentiu, não era de vírgulas e maiúsculas que se construía a presença, mas era de uma necessidade tardia, urgentíssima (com todos os superlativos que cabe) que se faziam as frases. queria terminar assim, sem terminar com ela, e de certo estava para completar a coleção da hildinha. essas inspirações que vêm de longe sempre me tomaram profundamente, as releituras também, os filmes, nemsefala. dogville me despertou, manderlay causou o mesmo estrago. confesso não ter terminado, fui pausando desesperada. dogville, avê, um socobemdado, imaginei inúmeros desfechos, fiquei tão revoltada com a possibilidade da misericórdia que quase desliguei o filme, sem saber o que de fato aconteceria. genial. mesmo assim, Lars Von Trier foi EXPULSO do festival de Cannes, esses dinamarqueses e suas opiniões conturbadas, defender totalitarismos não, não, não. por relutar e assistir até o fim, pude acrescentar mais este a lista dos favoritos. grife DoGVILLE. tenho lido muito e bebido muito. café. tenho relido, Capitu, Capitolina, Bentinho e Escobar, eles não me escaparam. Penso ouvir aquela voz (de narrador dos bons), correndo os olhos nas frases toscas vindas dos meus profundos. café da tia faz milagre! só para constar, a título de curiosidade leitor, vi aquela professora, delícia de mulher, encantadora e afrodisíaca. “o quereres e o estares sempre a fim. do que em mim é em mim tão desigual”. briguei pela Bethania ontem, e defendi sua beleza com toda dignidade possível, quase alterei a voz, mas mantive a linha. guardo os beijos não dados nos meus sonhos e nas minhas vontades, não hei de sentir nada igual, enquanto a realidade escapa, eu prolongo as manhãs, tardes e noites. Passeio minhas andanças relembrando, “quando amor se hospedou, todo mal de desfez”.
LG
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Lg.
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18:51
3
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.É assim o perfil dos loucos o louco que sou louca deliciosamente.
Um pé de que a porta trancada as cartas o fogo querer viver trancado o corpo nu em silêncio o som sem se ver desejo de estar além sair na rua vejo fogo fogo que foge do ar notar nem pensar querer solidão de manhã os pássaros parece uma flauta essa palavra mesmo eu coloquei depois que ouvi melhor assim fi fi shhh sinestésico o sono vai passar a onomatopéia sem querer o erro sombras severas aconteceu em julho o tempo corre corra corra atrás da lebre dê a volta vou com você de estar na sala o quarto ficou pequeno minha solidão o querer toma tempo deves? perguntas me perguntas te moves? a morte estranha ao lado de todos a nuvem de poeira a terra que vai me enterrar segredo de estar aqui e ali acolá cabelo unha berinjela beringela e então? como fica? saudade você imensidão de saudade um banzo eu arrumo essa insônia tudo deixo para lá um porta-retrato retratos em branco e preto conheci ela quando eu tinha 18 gostei depois eu gosto de francesca gosto das imagens do branco no preto do movimento do ar desfocado a mulher a menina é assim o perfil dos loucos o louco que sou louca deliciosamente o medo de viver do que não se alcança se se alcança algum dia verei céu? mar de gaivota escafandro ninguém quer saber olhe o umbigo o seu não o meu a margem muda olho no último capítulo também vejo gosto dela ela brinca joga palavras para lá vão se transformando em outra coisa que não é aquela mesma coisa de repente se vira se veste o café está aí hei de me apagar na superfície na leitura de uns de outros nem de longe brigite my song o gato os pêlos pêlos pelo que eu entendo exercitando o poder lembro daquela frase o poder tudo isso é muito simpático em que direção mas leva aonde? vai levar uns microfonezinhos parece que foi clausewitz o poder é a guerra continuada por outros meios foucault inverteu a política é a guerra continuada por outros meios devo voltar o tema o fluxo tem que ter um tema quero dizer o sentimento do mundo um vidro a janela a fumaça chove lá fora o que sonha? sonha! o azul anil sereno a dança dos corpos as mãos se grudam da boneca hit hit do it o que te deixa assim já pensou esse frio o eros desejo pulsão o pai a mãe em falar em mãe freud disse não deixa para lá a libido diminui quando se toma anti-depressivo me disseram hoje vai chover mas veio deleuze as vicissitudes se diluíram parece que foi em 1915 esse não o outro faz tempo que tenho que voltar para o tema qual era eu tinha algum antes de começar em que pensei no pé pé de que parece que é ironia será que hilst era isso estou terminando o livro o fluxo o floema estou no floema será que precisa de um o próximo diante de você qual será pensei em woolf talvez vejamos crisântemo clarabóia tem sempre uma e óculos falta a tuberculose dá um intelectual foi isso que disseram será que precisa? não é mais fluxo já se transformou tomou forma esse formato aqui em matéria fechado margens palavras soltas dão um todo unicidade onde alguma vez foi fluxo? o fluxo é fluxo então tenho que pensar tema o grande buraco negro ir-se-ia olha aí a mesóclise de que serve? e o tema em um fluxo serve a consciência serve o fluxo...
AlterEgo.
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15:02
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sexta-feira, 15 de julho de 2011
.Se eu sentir frio, eu fico acordado.
Saudade é um pouco como fome. Só passa quando come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
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01:23
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quinta-feira, 14 de julho de 2011
.Quando descobre a companhia, como ficar sem?
Quando você anda descalço, você anda descalço. Quando você descobre a sandália, não quer mais andar descalço. Quando descobre o sapato, não quer mais a sandália. Quando descobre a meia, quer sapato com meia e por aí não tem mais fim.
Candido
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16:53
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.A minha fórmula é a seguinte.
Estou interessado em saber como o externo se transformou em interno, como aquilo que é carne de vaca vira croquete. O croquete não é vaca, mas sem a vaca o croquete não existe. Mas o croquete não tem nada a ver com a vaca, só a carne. Mas o externo se transformou em algo que é interno. Aí tenho que estudar o croquete, dizer de onde ele veio.
Candido
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14:25
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