segunda-feira, 17 de maio de 2010
.E tu, Brasil...
Sim, todos vós que representais o mundo
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Lg.
às
13:06
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...plebiscito...
sábado, 15 de maio de 2010
Sério, quieto, feito ele mesmo, só igual a ele mesmo nesta vida.
De pensar assim me desvalendo. Eu tinha culpa de tudo, na minha vida, e não sabia como não ter. Apertou em mim aquela tristeza, da pior de todas, que é a sem razão de motivo; que, quando notei que estava com dor-de-cabeça, e achei que por certo a tristeza vinha era daquilo, isso até me serviu de bom consolo. E eu nem sabia mais o montante que queria, nem aonde eu extenso ia.
Grande Sertão: Veredas
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Lg.
às
23:22
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...plebiscito...
.Quando acordei, não cri: tudo o que é bonito é absurdo.
Gostava de estudar sozinho e de brincar de geografia. Mas, tempo bom, de verdade, só começou com a conquista de algum isolamento, com a segurança de poder fechar-me num quarto e trancar a porta. Deitar no chão e imaginar estórias, poemas, romances, botando todo mundo conhecido como personagem, misturando as melhores coisas vistas e ouvidas.
Guimarães Rosa
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Lg.
às
23:16
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...plebiscito...
.Havia de ser amor, e era, sem medo.
Com a focinhez que me foi dada
Encontro alguns dejetos. Depois, estendido
Na pedra (que dizem ser meu peito), busco um sinal.
E de novo farejo. Há quanto tempo. Há quanto tempo te quero sentir.
Hilst, H. Do Desejo. p. 87
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Lg.
às
23:06
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...plebiscito...
E enfeixando energia, cintilando. Fez de nós dois um único indivíduo.
- Queres voar? Queres trocar o moroso das pernas
Pela magia das penas, e planar coruscante
Acima da demência? Porque te vejo às tardes desejosa.
De ser uma das aves retardatárias do pomar.
Aquela ali talvez, rumo ao poente.
Então aproximou-se rente ao meu pescoço:
- Esquece texto e sabença: as cadeias do gozo.
E labaredas do intenso te farão vôo.
Hilst, H. Do Desejo. p. 77
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Lg.
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22:36
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...plebiscito...

