segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ela: isso foi original.


Quando levou a mão ao rosto e sorriu do meu cochicho segurei para não chorar, era ela, rindo do meu pensamento.

.Foi a apoteose.

No fim ela acertou na mosca, sorriu, e disse: isso é coisa de Capitu.

Eu disse: Bethânia posso lhe fazer um pedido. Ela: faça. Eu: diga qualquer coisa no meu ouvido. Ela: olha só pra isso João.


Diga tu, qualquer coisa no meu ouvido.

.Que vontade de passar a mão por aquele cabelo, beijar o rosto, apertar seu ser cansado.

Era um segundo na vida dela, uma eternidade na minha existência.

.Eu pedi a ela que escrevesse qualquer coisa que pudesse tocar o coração daquela que está aos seus pés.

Ela escreveu: eu só fito os olhos dos bons de coração. A casa é sua!

.Felicidade se acha em horinhas com a soberana.

Eu tive aquele arrepio pensei que ninguém pudesse ver, ela viu, sorriu, e se mostrou alegre.

.Perto de muita água tudo é feliz.

E veio o desabafo: está quente aqui, já pedi água e NADA.

.Que seria de mim sem a poesia na boca dela?

Ela disse: se achegue mais perto. Eu me derreti por dentro e por fora.

.Eu cheguei, vestido de rei, quem me chamou?

Você se concentra em manter-se em pé. Não desmaiar já é uma conquista. É sua vez de saltar o degrau da fantasia e abraçar seu TUDO, sua inspiração, seus devaneios.

.Que viagem mais longa.

Quando esses olhos te tomam por segundos não existe ação planejada.

Essa é uma edição comemorativa, não se canse.



Em meio a uma multidão tive pensamentos de desistir do que sonhei e até tirar da minha cabeça os devaneios de estar perto da minha musa. Sei que tenho defeitos e qualidades, mas desistir não faz parte de mim. Hoje, enquanto ainda caia a fixa, digo que tenho uma felicidade com gosto de recomeço e a espera de acreditar, cada dia mais. que o ser humano é gentil e acolhedor. Com essa aprendi que sonho não é ilusão, e quando se conquista o inesperado o coração te ensina como reagir. Que você viva muito abelha rainha, e que suas palavras toquem os corações mais embrutecidos.

Luana Garcia

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

.E quando viu que eu tava bem, foi de meu bem que me chamou.



Você sumiu, “apavorei”, eu não pensei levar um nó. Te destratar não destratei, eu sempre dei o meu melhor. E não sei como aconteceu, pensava eu ser teu herói, só essa dor não me esqueceu, foi me apertando e como dói. De alguma coisa isso valeu, ficou mais claro quem sou eu, brilhou o sol onde foi breu e a minha vida começou. E quando viu que eu tava bem, foi de meu bem que me chamou, mas pra você nem fica bem, pedir perdão, dizer que errou. Não diz que sim, não diz que não. Não diz que deu e nem constrói. Não deu valor ao que foi seu, se arrependeu e isso lhe rói. De alguma coisa isso valeu, ficou mais claro quem sou eu, brilhou o sol onde foi breu e a minha vida começou.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

.Faltavam três noites: completamente insones.



Aquele era o tempo
Em que as sombras se abriam,
Em que homens negavam
O que outros erguiam.
E eu bebia da vida em goles pequenos,
Tropeçava no riso, abraçava venenos.
De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala
Nem a falha no muro.
E alguém me gritava
Com voz de profeta
Que o caminho se faz
Entre o alvo e a seta.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

.A vida a Rodar.

 
...em um tropeço já era 26

terça-feira, 22 de outubro de 2013

.A vida que temos.

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

Lispector, C.