Quando perguntaram a Hilda Hilst o que ela fazia nas noites que o sono escapa ela disse: chupo uva e ouço o silêncio. - Qual Silêncio? – O meu.
O senhor tolere minhas más devassas no contar. É ignorância.
Quando perguntaram a Hilda Hilst o que ela fazia nas noites que o sono escapa ela disse: chupo uva e ouço o silêncio. - Qual Silêncio? – O meu.
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Lg.
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Considero meu sadismo psicológico muito mais interessante, inclusive porque é seletivo, é um prato feito para analistas.
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Por que foi que apareceu agora, retirando meus tormentos, carregando minhas angústias e devolvendo esse respirar compassado? Por que é tão presente mesmo quando sabemos que não, tão excitante mesmo quando os corpos não se cruzam, tão interessante quando o hoje diz que tudo isso faz parte do ontem? A resposta é: porque vai se repetir, e isso é uma certeza, e, quando acontecer, novamente vai ser hoje e vai ser bom. A divisória se foi, a sala ampliou, as pessoas se aproximaram, mas falta aquele afeto que você trouxe e levou. Sintonia e carinho que às vezes me devolve em palavras. Reformulando: as pessoas deveriam ter se aproximado, mas elas vêm e vão, como todos, nesse show de rotina. Alfred não se vai porque tem esse lugar como trabalho, antes era mais afetuoso, talvez deva perguntar a ele sobre coisas da vida. Porque talvez ele queira contar. Ninguém mais me pergunta sobre coisas da vida, deve ser porque espalharam por ai que eu não sou de falar. Espalharam também que estou amarela, fofoca que viajou quilômetros, mamãe ligou e disse pra pessoa que espalhou descobrir se eu estava com vontade de algo, uma comida, qualquer coisa, trauma de criança, mimos de criança. Criancice. Não estava amarela. Estava era com saudade. – Alfred você acha que estou amarela? – Não senhora! – Está tudo bem com você? – Sim senhora! – Então ótimo. LG
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03:55
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