Extrema, toco-te o rosto. De ti me vem
À ponta dos meus dedos o ouro da volúpia
E o encantado glabro das avencas. De ti me vem
A noite tingida de matizes, flutuante
De mitos de águas. Inaudita.
Extrema, toco-te a boca como quem precisa
Sustentar o fogo para a própria vida.
Extrema, inomeada, antes tão memória.
E tão jovem agora.
HILST, H. Do Desejo. SP: Globo, 2004. (p.54)


