quinta-feira, 13 de agosto de 2009

.Historiador.

Afugentar do presente os demônios da história. Quer isto dizer, em outras palavras, que a lúcida inteligência das coisas idas ensina que não podemos voltar atrás e nem há como pretender ir buscar no passado o bom remédio para a miséria do momento que corre.

Gostaria de citar certa passagem de Goethe, também evocada por Croce, segundo a qual somente valia a pena conhecer o passado para libertar-se dele.

GOETHE. Fausto. Rio de Janeiro, Instituto de Progresso Editorial, 1949.

.Vidas que viraram inferno.

Fumante, passageiro de ônibus fretado e cotinthiano.

só falta pegar gripe suína.

.Será que vem ansiosa, será que vem devagar.



Será que Cristina volta, será que fica por lá
Será que ela não se importa de bater na porta pra me consolar
Noite dia me pergunto, meu assunto é perguntar
Será que Cristina volta, sei lá se ela quer voltar

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

.Conforme as pessoas vão ficando mais inteligentes...

O cristianismo nos afirma que há um homem invisível, que vive no céu e vigia tudo o que fazemos, o tempo todo. O homem invisível tem uma lista de 10 coisas que ele não quer que a gente faça. Se você fizer qualquer uma dessas coisas, o homem invisível tem um lugar especial, cheio de fogo, fumaça, sofrimento, tortura e angústia onde ele vai lhe mandar viver, queimando, sofrendo, sufocando, gritando e chorando para todo o sempre. Mas ele ama você!

.Muito distinta.


Por isso
Mata-me apenas em sonhos.
Podes dormir em fúria pela eternidade
Mas acordado, ama. Porque a meu lado
Tudo se faz tarde: amor, gozo, ventura.

sábado, 8 de agosto de 2009

.Destruíram os trigais e os povos morrem de fome.

As frases perdem seu sentido, as palavras perdem sua significação costumeira, como dizer das árvores e das flores, dos teus olhos e do mar, das canoas e do cais, das borboletas nas árvores, quando as crianças são assassinadas friamente? Como falar da gratuita beleza dos campos e das cidades, quando as bestas soltas no mundo ainda destroem os campos e as cidades?

Como falar, então, da beleza, dessa beleza simples e pura da farinha e do pão, da água da fonte, do céu azul, do teu rosto na tarde?

.Lassa agora, sangue, vinho.


Deus pode ser a grande noite escura
E de sobremesa
O flambante sorvete de cereja.

Deus: Uma superfície de gelo ancorada no riso.


"Se isso for Deus ok."

.É crua a vida. Alça de tripa e metal.

Também são cruas e duras as palavras e as caras
Antes de nos sentarmos à mesa, tu e eu, Vida
Diante do coruscante ouro da bebida. Aos poucos
Vão se fazendo remansos, lentilhas d’água, diamantes
Sobre os insultos do passado e do agora. Aos poucos
Somos duas senhoras, encharcadas de riso, rosadas
De um amora, um que entrevi no teu hálito, amigo
Quando me permitiste o paraíso. O sinistro das horas
Vai se fazendo tempo de conquista. Langor e sofrimento
Vão se fazendo olvido. Depois deitadas, a morte
É um rei que nos visita e nos cobre de mirra.
Sussurras: ah, a vida é líquida.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

.Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!

Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
" - Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
- Um colar... - Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!"

.Eu sou eu e as minhas circunstâncias.



Todos os homens voltam para casa. Estão menos livres, mas levam jornais e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

.A ousadia tem em si genialidade.


Nunca tive muita paciência. Não que algum dia tenha sido essa minha vontade.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

.E tenho muito mais o que fazer.


Não sei se preguiçoso ou se covarde,
De baixo do meu cobertor de lã,
Eu faço samba e amor até mais tarde,
E tenho muito sono de manhã.



Não se afobe não que nada é pra já.

.No colo da benvinda companheira.

Se eu disser que o desejo é eternidade

Porque o instante arde interminável

Deverias crer?

E se não for verdade

Eu faço samba e amor a noite inteira,

Não tenho a quem prestar satisfação.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

.Não se enquadra.



Não era amor, era sorte, era travessura, era sacanagem, era dois celulares desligados, era inverno, era sem medo...não era amor, era melhor.