sexta-feira, 11 de maio de 2007

Discurso, despedida bem justificada.

Eu sei que por trás desse universo de aparências, das diferenças todas, os mistérios são preservados. Nas xícaras sujas de ontem, o café de cada manhã é servido. Mas existe uma palavra que eu não suporto ouvir e dela não me conformo, não estou me rendendo. Eu acredito em tudo, mas quero outra coisa agora. Eu amava até as faltas e o corpo marcado, as cicatrizes, as loucuras todas, era minha vida. Mas agora eu vivo duas vidas, sem segredos e vou apresentar como isso me faz bem...
À quem me fez largar
Eu amo as tuas mãos, mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas. Amo o teu jogo triste, as tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo. Eu amo a tua alegria. Mesmo fora de si, eu
te amo pela tua essência, até pelo que você poderá fazer, se a maré das circunstâncias vir a banhar as águas do equívoco. Eu te amo nas horas infernais e na vida sem tempo, quando sozinha bordo mais uma toalha de fim de semana. Eu te amo pelas futuras crianças e pelas rugas. Te amo pelas tuas ilusões perdidas e pelos teus sonhos. Amo o teu sistema de vida. Eu te amo pelo que se repete e que nunca é igual. Eu te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras. Te amo desde os teus pés até o que te escapa. Eu te amo de alma pra alma e mais que as palavras, ainda que seja através delas que eu me defenda, quando digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis quando o próprio amor vacila.
Estou de saída e acredito que tenho motivos.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Tentarei colocar aqui parte do que sinto...


Como é difícil expressar em palavras o que eu gostaria de demonstrar em um abraço, confesso que deveria, por necessidade, parar tudo o que estou fazendo para estar ao seu lado, mas só nós sabemos o quanto é difícil enfrentar desculpas e mentiras cada vez mais inacreditáveis para burlar todos aqueles a que devemos explicações. As coisas entre nós acontecem com uma naturalidade tão bonita que tenho dúvida se sou merecedora de tanta felicidade e companheirismo, se não for merecedora favor ensinar a forma mais correta de tornar-me digna do seu amor. Quando penso em você não tenho espaços vazios na minha memória, pouco tempo, mas tantos momentos felizes. Fico imaginado, se a velhice vir nos visitar, a sentaremos em uma velha cadeira de balanço e ali, ao contarmos os fatos de nossas vidas, ela adormecerá em êxtase. Quem diria que até agora foram só 25 anos da sua vida, quem diria que um dia eu amaria alguém como eu te amo...
E é por esse amor nada camuflado que venho dar-lhe os parabéns mais entusiasmado que eu já ofereci a alguém, parabéns esse que queria sussurrar em seu ouvido.

terça-feira, 8 de maio de 2007

AmO


"...levou meu sorriso
No sorriso dela
Meu assunto
Levou junto com ela
E o que me é de direito..."

Voto.


Eu teria dentro de mim um grande silêncio, mesmo que falasse...

Brincando


Comecei uma listinha de sentimentos dos quais não sei o nome. Se recebo um presente dado com carinho de quem não gosto - como se chama o que sinto? A saudade que se tem de pessoas de quem a gente não gosta mais, essa mágoa e esse amor - como se chama? Estar ocupada - e de repente parar por ter sido tomada por uma súbita desocupação desanuviada e beata, como se uma luz de milagre tivesse entrado na sala: como se chama o que se sentiu?
Mas devo avisar. Às vezes começa-se a brincar de pensar, e eis que inesperadamente o brinquedo é que começa a brincar conosco. Não é bom. É apenas frutífero.

As Crianças Chatas

"Não posso. Não posso pensar na cena que visualizei e que é real. O filho está a noite com dor de fome e diz para a mãe: estou com fome, mamãe. Ela responde com doçura: dorme. Ele diz: mas estou com fome, mamãe. Ela insiste: durma. Ele diz: não posso, estou com fome. Ela repete exasperada: durma. Ele insiste. Ela grita com dor: durma, seu chato! Os dois ficam em silêncio no escuro, imóveis. Será que ele está dormindo? - pensa ela toda acordada. E ele está amedrontado demais para se queixar. Na noite negra os dois estão despertos. Até que, de dor e cansaço, ambos cochilam, no ninho da resignação. E eu não aguento a resignação. Ah, como devoro com fome e prazer a revolta". Clarice Lispector

quarta-feira, 2 de maio de 2007

E fomos educados para o medo. Cheiramos flores de medo.


Eu fazia do medo uma noite sem fim, jazia nele, desejava-o. Colocava-me ali sem saber muito, saia sem entender, mas sentia um alivio. Eu gosto por mais que diga que não.
lg

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Saudade de seguir seu ritmo.


Tocar você ouvindo um tango argentino.

terça-feira, 17 de abril de 2007

EU TE AMO




Tudo que eu queria era um cafezinho feito por você, eu até busco o pão na padaria da esquina, mas quero que coma um pedaço daquele bolo que eu fiz pensando em ti. Olhar nos seus olhos logo ao amanhecer faz eu despertar para mais um dia memorável, enquanto eu lavo nossas xícaras você pode ir tirando o carro e, por favor, não se esqueça de me pegar no trabalho para sairmos para o almoço. À tarde temos que fazer aquela compra, demorada e divertida como sempre, tenho vontade de te beijar no supermercado, mas espero o tempo certo. Essa mesa linda que você preparou para o jantar vai combinar com o prato que eu escolhi para essa noite. Calma, faltou o vinho. Adoro ficar ouvindo as histórias do seu dia-a-dia. Estou querendo cama, mas ainda quero te fazer uma pergunta, dança comigo? Era pra dançar comigo, não dançar pra mim, essa sua deliciosa ousadia me deixou com vontade do seu corpo. Deixa a louça pra amanhã. Vem comigo...

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Fase Chico de novo...


Ela se virou de lado
E tentou até sorrir
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir
Joga pedra na Geni
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

quarta-feira, 11 de abril de 2007

.Do seu jeito de sempre chegar.

Você acha que entende de sentidos? Disseram que ontem na mesa do bar você ignorou seus amigos, vai dizer que essa sua cara de fome corresponde ao seu coração ferido ou essa tristeza no olhar vem do seu corpo dolorido. Puta você não sabe, por favor não faça o mesmo comigo, se aquele homem te come é porque você tira o vestido!

lg

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Ai amor.

Ai amor quanto grasejo,
seu corpo molhado,
seu beijo.

Ai amor se eu vejo,
a corpo nu,
meu desejo.

domingo, 8 de abril de 2007

Esse imenso, desmedido amor.


Não chegaram a usar palavras como "especial", "diferente" ou qualquer coisa assim. Apesar de, sem efusões, terem se reconhecido no primeiro segundo do primeiro minuto. Acontece porém que não tinham preparo algum para dar nome às emoções, nem mesmo para tentar entendê-las.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

A dor é tão velha que pode morrer.


Queria mesmo que chegasse logo o tal feriado, só de lembrar os pensamentos já se acanalhavam. Essas visitas que chegam de longe sempre trás consigo coisas para serem lembradas depois, uma piada, um amigo.

lg

Quando eu choro de rir.

Foi assim, disse que não queria mais trabalhar, depois inventou uma queimação nas costas, coisas de gente idosa, não adianta ficar adiando, o que é seu está guardado moça.